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Atualização Bibliográfica - Informe-se sobre os últimos trabalhos científicos publicados na literatura médica selecionados

Título do trabalho: Abdominal myomectomy versus uterine fibroid embolization in the treatment of symptomatic uterine leiomyomas.
Autores: Razavi MK, Hwang G, Jahed A, Modanloo S, Chen B.
Origem: Departamento de Radiologia vascular e Intervencionista – Universidade de Stanford – USA.
Revista: AJR Am J Roentgenol. 2003 Jun;180(6):1571-5
Resumo: O objetivo deste trabalho foi comparar a eficácia e complicações do tratamento de mulheres com miomatose sintomática submetidas a miomectomia ou a embolização. Foram analizadas 111 pacientes tratadas com embolização (n=67) ou com miomectomia (n=44) num período de 30 meses. A conclusão do trabalho foi que a embolização foi menos invasiva e mais segura na opinião das mulheres. O sangramento foi mais bem controlado com a embolização. Já a miomectomia é uma opção melhor para tratar o efeito de massa. Ambos métodos foram igualmente efetivos para controlar a dor.

Título do trabalho: Uterine fibroids: uterine artery embolization versus abdominal hysterectomy for treatment--a prospective, randomized, and controlled clinical trial.
Autores: Pinto I, Chimeno P, Romo A, Paul L, Haya J, de la Cal MA, Bajo J.
Origem: Departamento de Radiologia – Hospital Universitário de Getafe – Madrid – Espanha.
Revista: Radiology. 2003 Feb;226(2):425-31.
Resumo: Este é um trabalho prospectivo e randomizados comparando a eficácia entre a embolização uterina e a histerectomia, enfocando particularmente a duração da estadia hospitalar e as complicações (segurança).
O resultado mostrou que a embolização é efetiva para controlar o sangramento de pacientes com miomatose uterina, requerendo menos tempo de hospitalização e resultando em menor número de complicações.

Título do trabalho: Cost analysis of myomectomy, hysterectomy, and uterine artery embolization.
Autores: Al-Fozan H, Dufort J, Kaplow M, Valenti D, Tulandi T.
Origem: Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Quebec - Canadá.
Revista: Am J Obstet Gynecol. 2002 Nov;187(5):1401-4.
Resumo: O objetivo deste trabalho foi comparar os custos hospitalares do tratamento de mulheres com mioma sintomático com diferente metodologia: histerectomia abdominal ou vaginal, miomectomia abdominal e embolização uterina. Os registros de 545 pacientes entre 1997 e 2001 foram analisados. Mulheres que realizaram histerectomia ou embolização tinham idade maior. As pacientes submetidas a embolização uterina tiveram a mais curta internação. A embolização apresentou o menor custo de enfermaria. O custo total do tratamento com embolization foi ($1,007.44 +/- $60.65 [dólares canadenses]) significativamente menor que o da histerectomia abdominal ($1,933.37 +/- $47.68 [dólares canadenses]), da miomectomia abdominal ($1,781.73 +/- $47.16 [dólares canadenses]), e da histerectomia vaginal ($1,515.39 +/- $66.72 [dólares canadenses]; P <.001).
A conclusão é que a embolização apresenta o menor custo e a menor estadia hospitalar.

Titulo do trabalho: Embolização Uterina para Tratamento de Mioma Sintomático. Experiência Inicial e Revisão de Literatura.
Autores: Kisilevzky N, Sena M.
Origem: Hospital Santa Catarina – São Paulo – Brasil
Revista: Radiol Bras 2003; 36(3):129-140
Resumo: Neste trabalho apresenta-se a experiência clínica inicial após 100 casos de mulheres portadoras de miomatose sintomática que foram submetidas a embolização das artérias uterinas como forma de tratamento principal. Apresenta-se também, uma extensa revisão bibliográfica sobre o tema, inédita na língua portuguesa. As pacientes com queixa de miomatose sintomática foram submetidas a embolização das artérias uterinas como forma de tratamento principal. O principal sintoma que indicou a intervenção foi o aumento do fluxo menstrual em 79 pacientes e dor associada à miomatose em 21. O diagnóstico de miomatose foi realizado através de ultra-som em 75 pacientes ou com a associação de ultra-som e ressonância magnética em 25. O volume uterino médio avaliado por estes métodos de imagem resultou de 487 cc. O acompanhamento e a avaliação clínica após 12 semanas evidenciou que houve melhora sintomatológica em mais de 90% das pacientes. Verificou-se ainda, uma redução de volume uterino de 52%. Não foram observadas complicações técnicas ou clínicas relevantes. A conclusão foi que a técnica de embolização uterina para tratamento da miomatose sintomática é um método simples, eficiente e seguro.